Pelas águas turbulentas da maldade
Sem sequer conter, uma nota de piedade
Sem lenços ao vento, sem adeus,
Somente dúvidas de quem se perdeu nas tramas,
Somente o fraquejar, de quem se deixou vencer pela lama
Tudo era tão calmo e sereno,
Olhos nos olhos de encantamento e ternura,
Sonhos contados, um a um
Em seus ternos momentos
Havia brilho, havia luz
Uma imensidão de inocentes carícias,
Novas vidas planejadas
A emoldurar a bela chama
De um futuro promissor
Com promessas de um belo legado
Mas sorrisos falsos
Diante à felicidade inocente
Silenciosamente traçavam
Um delineado e perverso não
Em intransponível abismo
Pela ambição incoerente daquele amor
Que jamais conquistaria
Preferindo maldade impor
Àquelas felizes vidas
Um se foi e o outro ficou
Infeliz por toda a vida.
(Da coletânea a ser lançada: 'Rascunhos' - Copyrigth © di erregege1, 2016 - Direitos autorais reservados ao autor.)
* Jane Duboc - Nossos Momentos
Composição: Haroldo Barbosa e Luiz Reis



